Terminava o ano de 1998, e o SPTV da Globo iniciou uma série de reportagens bombásticas sobre um esquema de pagamento de propinas nas subprefeituras paulistanas. Era sujeira da grossa, envolvia vereadores (que indicavam os subprefeitos), subprefeitos, fiscais. As vítimas da extorsão eram camelôs (regulares e irregulares), jornaleiros e pessoas que faziam obras em casa ou comércio. O episódio foi chamado, à época, de “Máfia dos Fiscais”, e culminou com o afastamento temporário do então prefeito Celso Pitta, além da cassação e prisão de vereadores (Vicente Viscome, Hanna Garib). Você se lembra disso? Não? No link aí de cima, tem uma palhinha.
Então, como eu ia dizendo: a merda só baixou quando o Ministério Público entrou na fita e resolveu pôr ordem na zona. Para tanto, firmou com a PMSP um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), determinando que a prefeitura fiscalizasse rigorosamente todos os camelôs e jornaleiros da cidade, fazendo cumprir a lei de maneira estrita (é, por aqui é preciso “mandar” o Adm. Público cumprir a lei).
Só que o negócio, no que diz respeito a bancas de jornais, era uma bagunça secular: cada subprefeitura tinha um “critério” diferente para dizer o que podia e o que não podia, e os jornaleiros foram os alvos mais visíveis da ação da prefeitura (afinal, não dá pra pegar a banca, pôr nas costas e sair correndo, né?): equipes do “rapa” (fiscalização) e Guarda Municipal saíam em arrastões pela cidade, recolhendo tudo o que encontravam fora do permitido e tacavam nos caminhões; bancas em locais irregulares foram removidas, fiscais mediam as bancas e determinavam redução na metragem, houve recadastramento, coisa e tal.
Tá, mas e a Barbara Gancia, o que tem a ver com isso? Até então, nada.
Entra 2001, assume a Marta Suplicy, e a fiscalização segue, feroz. Afinal, o PT propôs até CPI na Câmara Municipal pra investigar as tais extorsões e, politicamente, foi o grande beneficiado pelo imbróglio. A tal banca do Ciro, citada, estava com a batata assando, pois era descaradamente irregular. Tanto isto é verdade que o proprietário, vendo a viola em cacos (e eu não entendo até hoje como ele conseguiu continuar com a banca na rua), chegou a montar uma revistaria (loja) chique em frente à banca, com o fito de continuar trabalhando. Em 2001/2002, era até engraçado ver aquela bancona na frente da loja, como se fossem concorrentes.
Ainda nessa época, era bastante comum a Barbarica sentar o porrete na “Martaxa” em suas tribunas (nem sei se foi ela que deu esse apelido à prefeita). Ciro era (ou é, nem sei por onde anda) um jornaleiro bastante importante, um dos maiores de SP. Importante e arrogante (como a sua cliente): chegava na distribuidora de revistas “pagando de cão”, reclamando com os funcionários, recusando mercadoria consignada. E gostava de mostrar (Bozó feelings) um “crachá da Rede Globo”. Fausto Silva mandou vários “abraços” a ele, nas tardes de domingão.
Um belo dia, não se sabe como, (afinal, Barbara nem é “amiga” dele), sai, na coluna da fulana na Folha, uma nota condenando a PMSP por determinar a retirada daquele monstrengo do meio da ilha (desculpem-me, mas eu não encontrei a versão eletrônica da coluna para linkar). De cabeça, acho que até rolava uma “proposta de ação coletiva” (a.k.a. abaixo assinado da confraria Bolinha/Pandoro/Pizza do Faustão) para manter o Ciro no lugar errado. Enquanto isso, dezenas de jornaleiros “sem amigos”, nas mesmas condições, eram removidos dos lugares errados. Posso citar, por exemplo, a banca defronte ao Anglo (Rua Sergipe), e a banca do Mario (em frente à igreja da Cruz Torta).
Parei de acompanhar essa refrega bancas x PMSP há muito tempo. Nem sei mais do tal Ciro. Só sei que ele não comeu a minha mãe.
Essa historinha toda (e o bate-tecla de ontem) foi pra ilustrar como funciona a cabeça do paulistano-bacana-descolado-que-lê-a-vejinha-segue-a-barbarica-no-twitter-e-curte-levar-toco-dela-na-revista-da-folha. Eles gritam histéricos contra corrupção, falcatruas e benesses indevidas, contanto que o beneficiário não seja um deles. Aí, “há de se abrir uma brechinha, não se pode levar tudo a ferro e fogo!”. A gentalha não pode construir barraco na Serra do Mar, mas os bacanas podem construir pousadas paradisíacas na Ilha Grande. São os mesmos que vaticinam na TV, jornal, internet: a maior praga do Brasil é o “jeitinho brasileiro”. Falô, então.
Fonte: http://comfelelimao.wordpress.com
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KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!Titulo para o filme????????????? CAMBADA DE ...
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Olá Winston, Obrigado pela visita e comentário ...
09/01/2010 @ 12:08:57
por ED
Sinceramente é lamentável ter que admitir ...
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por Ellen Rodrigues
Krangola Vai de mal a Pior, ...
27/07/2009 @ 19:56:50
por LyNNe
Q vergonha para os carangolenses... essa ...
03/06/2009 @ 18:29:47
por Danyelle
Essa nossa prefeitura está uma vergonha,esses ...
27/05/2009 @ 20:58:39
por alinne